Entender como os manguezais funcionam e como eles se conectam ao ambiente ao redor.
Minha pesquisa se concentra na ecologia de manguezais e costeira: como esse ecossistema é estruturado, como muda ao longo do tempo e, acima de tudo, como se conecta a outros ecossistemas ao seu redor. Meu doutorado no Leibniz-ZMT (Bremen, Alemanha) traçou a matéria orgânica ao longo do continuum floresta de mangue, planície hipersalina e floresta terrestre, usando fingerprinting molecular (Py-GC/MS) e metabarcoding microbiano, em manguezais semiáridos dos dois lados do Atlântico.
Pesquisas anteriores com a Biota/FAPESP e a rede ReBentos abordaram a estrutura dos manguezais, a ecologia histórica e a concepção dos manguezais como panarquias, ao lado de trabalhos fundamentais de levantamento bentônico, de meiofauna e de mamíferos marinhos ao longo da costa brasileira.
Quantifiquei a conectividade ecológica entre manguezais e o ambiente terrestre por meio da química de sedimentos e do fingerprinting molecular.
Estudei a estrutura, a variabilidade e a mudança ao longo do tempo dos manguezais em sítios brasileiros com a Biota/FAPESP e a ReBentos.
Desenvolvi a concepção dos manguezais como panarquias e contribuí para a teoria de degradação de ecossistemas.
Construí minha experiência inicial em amostragem bentônica e de meiofauna e na observação do comportamento de mamíferos marinhos.
Estuário do Sine-Saloum
Ecologia experimental
Ecótono da planície hipersalina
Análise em laboratório
Baía do Araçá
Interface manguezal-terrestre